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  • 31 dez 2014
    Governo dificulta acesso ao financiamento estudantil

    Governo dificulta acesso ao financiamento estudantil

    No apagar das luzes do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, o MEC (Ministério da Educação) publicou, nesta segunda-feira (29), uma portaria que dificulta o acesso ao Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), programa voltado para o financiamento da graduação no ensino superior de alunos de instituições privadas.

    A partir de abril de 2015, será exigida uma pontuação mínima de 450 pontos no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para obter acesso ao financiamento.

    A portaria do MEC também proíbe que o aluno receba simultaneamente recursos do Fies e bolsa do ProUni (Programa Universidade Para Todos), que concede bolsas integrais e parciais para instituições privadas de ensino superior. A exceção fica por conta de quando se tratar de bolsa parcial e ambos os recursos se destinarem ao mesmo curso da mesma instituição.

    O financiamento do Fies e o ProUni entraram no debate político da última campanha eleitoral, com a presidente Dilma Rousseff assegurando que manteria os programas no segundo mandato. Segundo estimativas da Fenep (Federação Nacional das Escolas Particulares), a medida deverá reduzir em 20% o número de jovens beneficiados com as políticas educacionais no setor privado.

    - Essas mudanças no Fies, ao dificultar o acesso ao juros baixos do Fies, representam um corte feito sob medida para ajuste fiscal, que atinge em primeiro lugar a educação no País - critica a presidente da Fenep, Amábile Pacios - Não fomos ouvidos nem consultados (sobre as alterações). Recebemos apenas uma ligação do Luiz Cláudio (secretário-executivo do MEC) dizendo que (a portaria) ia sair.

    Procurado pela reportagem, o MEC informou que a portaria faz parte dos "aprimoramentos que ocorrem no Fies desde a sua implementação e tem por objetivo deixar claro para os estudantes os procedimentos e critérios para a obtenção do financiamento". Segundo a pasta, a portaria está em "consonância" com as ações do MEC nos últimos anos de "melhorar a qualidade do ensino superior".

    O MEC alegou que o objetivo é beneficiar, a partir de critérios bem definidos, "um maior número de estudantes que desejam utilizar o mesmo" e destacou que a exigência de um mínimo de 450 pontos no Enem já ocorre no ProUni. A taxa efetiva de juros do Fies é de 3,4% ao ano para todos os cursos.

    "O Fies é também uma vitória - porque com o Fies nós podemos dizer o seguinte: dadas as universidades privadas, quem quiser estudar tem acesso e tem condições de estudar", disse a presidente em 22 de agosto de 2013, durante solenidade em São Paulo que marcou a celebração de um milhão de contratos do Fies.

    Fonte: R7

     

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