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  • 11 fev 2015
    Em protesto, professora se acorrenta a portão de escola no Paraná

    Em protesto, professora se acorrenta a portão de escola no Paraná

    Uma professora se acorrentou ao portão do Colégio Estadual Polivalente em Londrina, no norte do Paraná, nesta segunda-feira (9). A professora de português Maria Evilma Moreira fez o ato em protesto contra um pacote de medidas do governo estadual que afeta as carreiras dos educadores. A educadora ainda quis chamar a atenção para os atrasos nos pagamentos de benefícios.
    "O que nós estamos passando são momentos de desespero, é o pior momento da educação pública do Paraná. Estamos literalmente presos a uma carreira que nos afundou", diz a professora.
    Os professores da rede estadual de ensino do Paraná deram início à greve e paralisaram as atividades nesta segunda-feira. Esta era a data para a qual estava previsto o início das aulas em todo o estado, porém, a decisão da categoria tomada em Assembleia realizada no sábado (7) em Guarapuava adiou o retorno.
    Mestre em educação, Maria Evilma reclama que, pelo pacote apresentado pelo governo, continuará recebendo o salário como graduada. "Tudo que investi de energia, de estudo, de esforço, de grana para estudar foi usurpado de mim e dos meus colegas", protestou.
    A professora pede que as mudanças no plano de carreira sejam revistas. "O governo retirou nossas condições de subir na carreira, de estudar, de pagar nossas contas e de ter condições de trabalho", opina.
    Além do ato realizado pela professora, servidores do colégio protestaram com cartazes chamavam a atenção para a falta de funcionários, de pagamentos e até de merenda. Professores reclamaram que projetos escolares também foram prejudicados.
    Servidores prostestam pelo estado
    Professores e funcionários das escolas estaduais protestaram em várias cidades do Paraná nesta segunda-feira contra o pacote de medidas do governo que afeta as carreiras dos educadores. Em Curitiba, cerca de três mil servidores fizeram uma manifestação em frente à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato).
    Em Londrina, os educadores protestaram na frente das principais escolas da cidade. No Colégio Estadual Vicente Rijo, o maior de Londrina, eles ficaram nos portões e estenderam faixas contra o governo estadual.
    Em Foz do Iguaçu, no oeste do estado, um grupo de professores e funcionários se reuniu em frente ao Núcleo Regional de Educação e seguiu em passeata - com faixas, cartazes e um caixão simbolizando a morte da educação no estado - até a Praça das Nações, em frente ao Colégio Estadual Bartolomeu Mitre.
    Já em Pato Branco, no sudoeste, a categoria se concentra na praça central da cidade. Na sede do sindicato da categoria, foi criado um comitê especial para a tomada de decisões sobre os rumos da greve e esclarecer as dúvidas da população.
    Os professores fizeram uma passeata pelas ruas de Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná, no fim da manhã. Eles protestaram contra a falta de pagamento e o corte de funcionários, além de outros problemas.
    Após o anúncio da greve, a Secretaria Estadual de Educação (SEED) lamentou a decisão dos professores. Em nota, a secretaria lembrou que, nos últimos quatro anos, a categoria recebeu 60% de reajuste salarial e ampliação de 75% na hora-atividade, dois avanços históricos em vencimentos e benefícios.
    Ainda de acordo com o governo, em 2014, os investimentos do Paraná no setor superaram em R$ 1,8 bilhão o mínimo constitucional e o Estado aplicou na área 35% do orçamento.

    Fonte: G1

     

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