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  • 01 jun 2015
    Ainda com medo, crianças retornam às escolas após terremoto no Nepal

    Ainda com medo, crianças retornam às escolas após terremoto no Nepal

    Milhares de crianças, muitas delas ainda traumatizadas pela perda de seus familiares, voltaram neste domingo às escolas do Nepal, depois que um terremoto deixou pelo menos 8.600 mortos há um mês.

    O tremor de 25 abril, que atingiu magnitude 7,8, destruiu mais de 32 mil salas de aula em todo o país e muitas crianças tiveram que voltar às aulas em centros provisórios fabricados com bambu ou tendas de campanha instaladas nos pátios.

    Vestidas informalmente, as crianças agarraram as mãos de seus pais antes de passar por ruínas de edifícios que desabaram e entrar em tendas de lona e casas improvisadas que servirão como escolas até que os antigos prédios sejam reconstruídos.

    O ministro da Educação do país, Hari Lamsal, disse que o retorno à escola é importante para mostrar que a vida está voltando ao normal

    O governo e agências de cooperação construíram 137 centros de aprendizagem temporários para 14 mil crianças que frequentavam escolas em todo Nepal.

    Sahaj Shrestha, um menino de oito anos, chegou neste domingo agarrado à mãe à escola pública Madan Smarak, no vale de Katmandu.

    A mãe de Sahaj, Mina, explicou que desde que o terremoto destruiu sua casa e os obrigou a viver em uma barraca, o filho está tão traumatizado que não consegue soltar dela nem para ir ao banheiro.

    "Ainda há réplicas. É difícil não ficar nervoso ao mandar as crianças outra vez à escola", explicou a mãe à AFP.

    "Mas os professores garantiram que aqui eles estarão seguros e pelo menos se sentirão melhores se estudarem e estão com seus amigos", afirmou.
    Nesta escola apenas estão sendo usados os prédios que resistiram aos tremores considerados seguros pelos engenheiros e salas de bambu foram construídas dentro de um campo de futebol.

    A medida que as crianças chegavam, os professores se sentavam com eles para desenhar ou brincar, tentando recuperar certa normalidade.

    Fonte: G1

     

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