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  • 22 nov 2014
    Brasil entra no grupo de dez países que mais enviam estudantes aos EUA

    Brasil entra no grupo de dez países que mais enviam estudantes aos EUA

    O número de estudantes do Brasil matriculados em instituições de ensino superior dos Estados Unidos no ano letivo 2013-2014 foi de 13.286, segundo o relatório anual Open Doors, divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Instituto de Educação Internacional (IIE, na sigla em inglês), organização sem fins lucrativos norte-americana. A quantidade de intercambistas brasileiros nos EUA subiu 22,2% no período de um ano, e fez o Brasil pular da 11ª para a 10ª posição no ranking de nações que mais enviam estudantes para o país norte-americano.

    O número de estudantes americanos que fizeram intercâmbio no Brasil também segue crescendo, mas em velocidade menor (veja a comparação no gráfico ao lado).

    O relatório faz parte de um censo anual que o IIE conduz desde 1919, e desde 1972 a pesquisa é feita em parceria com o setor de Educação e Assuntos Culturais do Departamento de Estado americano.

    O aumento de brasileiros estudando nos EUA foi 174% mais alto que a média dos países analisados. No total, 886.052 estudantes estrangeiros estavam matriculados em faculdades americanas no último ano letivo, um crescimento de 8,1% em relação ao ano anterior, segundo o relatório.

    No ano passado, o crescimento de brasileiros estudando nos EUA já havia sido de 20,4%.
    A instituição que mais tem alunos de outros países matriculados foi a Universidade de Nova York, com 11.164 intercambistas. Ela é também a universidade que mais enviou estudantes americanos para o exterior no ano letivo 2012-2013. Porém, o estado que mais recebe estudantes estrangeiros, segundo o Open Doors, é a Califórnia. No ano passado, 121.647 imigrantes estudavam lá.

    Top 10
    Os dez países que mais enviaram estudantes para os EUA em 2013-2014 são China, Índia, Coreia do Sul, Arábia Saudita, Canadá, Taiwan, Japão, Vietnã, México e Brasil. Juntos, eles respondem por 69% do total de intercambistas matriculados no país.
    Desse grupo, o Brasil é o que registrou o maior crescimento em relação ao período anterior. O segundo país que viu o número de estudantes indo para os EUA aumentar mais foi a Arábia Saudita, com crescimento de 21%. A China, que segue liderando o ranking e hoje responde por 31% de todos os estudantes estrangeiros nos Estados Unidos, teve um crescimento de 16,5% (de 235.597 estudantes para 274.439).
    Mas o país que mais viu cr.escer seu número de estudantes matriculados em instituições americanas foi o Kuwait, de 5.115 para 7.288, o que representa um aumento de 42,5%. O país subiu para a 21ª colocação na lista deste ano.

    De acordo com o relatório, os três países têm algo em comum. "As populações de estudantes que mais cresceram nos Estados Unidos em 2013-2014 foram as do Kuwait, Brasil e Arábia Saudita, todos países nos quais os governos estão investindo pesadamente em bolsas de estudo para alunos internacionais, para desenvolver uma força de trabalho globalmente competente", diz o release do IIE.

    Americanos no exterior
    No caminho contrário, 289.408 americanos decidiram estudar parte do seu curso superior fora de seu país natal no ano letivo 2012-2013 (os dados do relatório de intercâmbios de americanos no exterior são sempre coletados no ano seguinte após a volta deles). O país que mais recebeu americanos em suas universidades foi o Reino Unido, seguido da Itália, da França, da Espanha e da China.

    Desta vez, o Brasil foi o 14º país que mais recebeu intercambistas vindos dos EUA. No período analisado, 4.223 estudantes americanos estavam matriculados em instituições de ensino superior brasileiras. O aumento foi de 4% em relação ao ano anterior, ou duas vezes a média mundial. Porém, ele foi quatro vezes mais fraco se comparado ao crescimento registrado um ano antes.

    Em setembro deste ano, o governo dos Estados Unidos anunciou um novo programa para estimular o intercâmbio de estudantes americanos em universidades brasileiras, na tentativa de estimular esse crescimento.

    Na época, Jefferson Brown, secretário-assistente de diplomacia pública do Escritório de Negócios Ocidentais do governo americano, afirmou ao G1 que a ideia era mostrar aos gestores de instituições brasileiras que tipo de informações os estudantes americanos (e seus pais) buscavam para decidir o país de destino do intercâmbio.

    A iniciativa faz parte do programa "100K Strong in the Americas" ("Força de 100 mil nas Américas", em tradução livre), lançado pelo presidente americano Barack Obama para dobrar o número anual de estudantes americanos que escolhem algum país das Américas como destino de intercâmbio. Entre os anos letivos 2011-2012 e 2012-2013, esse número avançou para 1,8% e ultrapassou a barreira dos 45 mil.

    Fonte: G1

     

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