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  • 05 mar 2015
    Jovem com esquizofrenia é impedido de se matricular em faculdade

    Jovem com esquizofrenia é impedido de se matricular em faculdade

    Um jovem de 25 anos que tem esquizofrenia foi impedido de se matricular no curso de meteorologia da Unesp em Bauru (SP) porque ainda não terminou os estudos. Apesar da Justiça Brasileira já permitir que os alunos pudessem concluir o Ensino Médio devido a ótima nota obtida no Enem, Paulo Henrique da Cruz Sangregório encontra dificuldades já que ainda não concluiu os estudos no Centro Estadual de Educação de Jovens e Adultos, o Ceeja.

    O jovem encontrou nos estudos a chance de lidar melhor com a doença. "Pretendo continuar etudanto. Se não for desta vez eu não tenho pressa. Só espero que isso não atinja outras pessoas com a mesma situação", afirma.
    A dedicação rendeu bons resultados e Paulo ficou entre os 42 aprovados no curso de meteorologia.
    O problema é que como ele ainda não terminou os estudos, a direção do Ceeja não quis emitir uma declaração que permita que o aluno faça a matrícula na universidade.

    Para tentar reverter esta situação, a professora dele Marisa Serrano Ortiz enviou um requerimento à Diretoria Regional de Ensino pedindo que o estudante passasse por uma avaliação para provar que pode se formar antes da hora, mas o pedido foi negado. "Poderia ter sido dado crédito a ele que se esforçou", alega.

    Segundo a diretoria regional de ensino, Paulo Henrique não conseguiu o certificado porque não concluiu todas as disciplinas no Ceeja. Em um documento enviado à família, o supervisor de ensino esclareceu que não há meios de adiantar o processo e que a formação depende do ritmo de estudos de cada aluno.

    Outros casos
    A resposta revoltou a família, principalmente porque casos parecidos no Brasil tiveram um desfecho diferente. Em Itabaiana, no agreste do Sergipe, um estudante de 14 anos que passou no vestibular de medicina da Universidade Federal de Sergipe conseguiu se matricular, depois de uma determinação da Justiça.
    Ele teve apenas de fazer um teste e provar que tem conhecimento suficiente para concluir o ensino médio. A história foi contada no jornal nacional no dia 29 de janeiro deste ano. Para o Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo que acompanha a história do Paulo Henrique, o Ceeja agiu com descaso.
    " A escola deveria ter sido orientada pelo diretor, coordenador pedagógico do problema, e viabilizar as provas e adequá-las segundo as necessidades dele que é um portador de um transtorno", afirma o conselheiro estadual da Apeoesp Edmar Oga.

    Fonte: G1

     

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