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  • 17 Jun 2017
    Homofobia

    Homofobia

    Um fato assustador. Saber que a expectativa de vida de travestis e transexuais é de apenas 36 anos em relação ao resto da população, já é alarmante. 40% dos assassinatos de transexuais do mundo ocorrem no Brasil. Ser atacado nas ruas, festas e até mesmo em sua própria casa, está sendo um fato muito comum para os LGBTS. Apenas uma demonstração de amor é motivo para pancadarias e insultos. Não importa se o indivíduo é gay, trans, bissexual, lésbica ou hétero; eles são cidadãos e merecem respeito.

     É muito comum os pais, atualmente, não aceitarem a sexualidade do filho, por vários fatores, como, por exemplo, nojo, desprezo, religiosidade, entre outros. Isso faz com que o filho se sinta amedrontado e sem coragem de se revelar por medo de ser criticado pela sociedade, negativamente, com formas não muito simpáticas. Não existe uma lei rígida que protege os LGBTS, e isso faz com que os agressores sejam ainda mais persistentes.

    Na adolescência surgem as seguintes perguntas: “Quem sou eu?”, “O que sou?”, “O que eu quero?”. Aos poucos, o indivíduo vai descobrindo e chega a um resultado que, algumas vezes, não é aceito pela sociedade. É importante destacar que nós não precisamos ser gays, trans, lésbicas, bi etc., para lutar contra a homofobia, não precisamos ser apenas negros para lutar contra o racismo, não precisamos ser mulheres para lutar contra o machismo. Todos nós somos iguais. O amor é igual.

     Saia às ruas, mostre quem você é! Não tenha medo do seu verdadeiro eu. Tenha orgulho e encare as dificuldades. Pare de chorar, levante-se! Dar a vitória para a “sociedade moderna e justa” sem, ao menos, lutar pelos seus  direitos? Nem pensar! Lembre-se: todo tipo de amor é aceito. Respeite o próximo. Não o julgue. Ame-o.

    Joana Caires Cabral
    Aluna do 7° AEF - CEMNAS